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Sigmund
Lang (1901-1988) |
Segundo filho de Sigmund Lang e Josefine Lang, nascida SCHNEIDER. |
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Sigmund Lang nasceu em 12 de dezembro de 1901 em Stetten ,uma aldeia no vale do Danúbio, perto da cidade de Tuttlingen-Alemanha, hoje considerada como o maior centro industrial na fabricação de instrumental cirúrgico do mundo , com quase 1.000 pequenas empresas que fornecem material acabado ou semi-acabado para as grandes empresas daquele país( como Aesculap , Leibinger, Storz,etc) e do exterior. Por ocasião de seu nascimento, Stetten abrigava aproximadamente 600 pessoas no seu total. Tuttlingen situa-se no sul da Alemanha, próximo ao lago de Constança. Filho de SIGMUND LANG e de JOSEPHINE LANG, foi o segundo de três filhos, e herdou o nome do pai, costume da época , embora motivo de confusão pela homonímia. (Relatou certa vez a mim, um fato pitoresco acontecido: Certa ocasião , presente na Alemanha em visita, seu pai recebeu uma carta endereçada a Sigmund Lang, : tendo o correio daquele então vilarejo sabendo da estada no vilarejo, aposto a palavra Brasilianer (que significa Brasileiro), para diferenciar o destinatário em relação ao nome igual do filho de seu irmão mais novo ERNST, também chamado de Sigmund Lang-( o terceiro Sigmund da Árvore Genealógica)). Seu pai nunca desenvolveu atividades relacionadas diretamente com a fabricação de instrumental cirúrgico, tendo uma firma de cutelaria. Naquela época, não havia nenhuma pessoa naquele lugarejo habilitada para a fabricação desse instrumental, o que somente ocorreu após a primeira guerra mundial , para o que, aproveitou-se a experiência dos aprendizes de cutelaria. Até poucos anos atrás, a cutelaria da família Lang existia, continuada por seu irmão Pius , mais velho, e depois , com a seu falecimento,por seu filho Walter , com uma tradição de 125 anos na fabricação desses artigos. Sigmund Lang foi predestinado por seu pai a ser funcionário público, o que não era de agrado do filho, e o levou a abandonar os estudos, após terminar o correspondente 3/ grau no Brasil, trabalhando então com o pai e o irmão como aprendiz em cutelaria. Assim continuou até 1923 quando seu pai ocupava o cargo de Burgomestre em Stetten ( o equivalente a Prefeito). Nessa data, então com 22 anos de idade, estando de volta ao vilarejo após entrega de material encomendado em outras cidades, teve conhecimento de que um navio sairia dentro de três dias com passagem pelo Brasil, levando imigrantes. Considerada a burocracia de então, sendo seu pai Burgomestre (correspondendo a Prefeito), conseguiu reunir toda a documentação necessária, dirigindo-se ao porta de Hamburgo, ponte de partida do paquete ARGENTINA juntando-se a outros imigrantes que para cá se dirigiam,e aonde se instalariam em uma colônia agrícola em Blumenau-SC. Não era entretanto esse o seu desejo, e fez ver isso, aos colegas de viagem. Entre os quais estava um ourives, que para o Rio de Janeiro de dirigia, e ao qual pediu para o acompanhar.Como o referido vapor não fizesse escala no Rio de Janeiro, desembarcou no Porto de Santos-SP em 26 de abril de 1923, conforme SPMAF(SP) – SANTOS-Cód.:BS- Relações de Passageiros em vapores, Notação essa número 016203 a fls. 01v, constando como sua profissão a de ourives. Segundo ele, de lá, embarcou para o Rio de Janeiro, onde desembarcou no porto da Praça Mauá, sem sua mala, procurando antes uma pensão indicada, e que ficava na rua Santo Amaro, caminhando a pé desde o porto até aquela rua , pois já não dispunha de dinheiro. A única frase que aprendera com o companheiro ourives em português era :ONDE ESTÁ A RUA SANTO AMARO (sic) e, por meio de gesticulação, conseguiu chegar a refeida pensão, muito frequentada na época,por imigrantes, e aonde ficou hospedado . Estando sem dinheiro, e explicado isso ao dono da pensão, o mesmo aceitou sua estadia, adiantando mesmo alguma importância com o que poude apanhar e trazer sua bagagem que ficara retida no Porto, bem como realizar pequenos gastos. Até conseguir seu primeiro emprego, o que se deu poucos dias após, iniciando sua saga no Rio de Janeiro. |
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| O primeiro emprego foi na Casa Lutz Ferrando, naquela ocasião com sede na Av. Gomes Freire, para onde se dirigia todos os dias a pé. Assim que recebeu seu primeiro pagamento, o entregou integralmente ao dono da pensão, tendo o mesmo devolvido parte, para que “pudesse tomar um chopp e fazer pequenas despesas como comprar cigarros). Nesse seu primeiro emprego, realizava pequenos consertos, especialmente de agulhas hipodérmicas( de injeção), que naquela ocasião eram fabricadas de platina, e por isso quebravam com facilidade, necessitando soldagem.E isso correspondia a uma media de 200 a 300 agulhas soldadas por dia. Foi nesse primeiro emprego que conheceu o ortopedista Prof. Achilles Ribeiro de Araújo, que muito se afeiçoou de sua pessoa, e sempre o estimulava, embora sem compreender bem o português. Conheceu também um alemão que depois se tornaria seu grande amigo até o final de sua vida, chamado Armando Staib que trabalhava na fabricação de móveis de ferro, com grande produtividade, e que mais tarde, fundou a primeira fábrica de mesas de cirurgia do Brasil. Verificando que os valores cobrados nos consertos de agulhas eram a seu ver muito elevados, e que se tratava de negócio lucrativo, decidiu voltar para a Alemanha, para melhorar seus conhecimentos,o que fez em 27 de abril de 1925, tendo realizado na cidade de Tuttlingen-Alemanha, um curso de aprendizado na fabricação de instrumental cirúrgico e onde freqüentou diferentes pequenas empresas de então, que já existiam, e se dedicavam também a confecção de instrumental cirúrgico no pós-gerra (1ª.) . Assim , passaram-se os anos 1925 e inicio de 1926 quando então, com a idade de 25 anos e já casado com Sophie Salomea Lang |
Sophie Lang |
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| , de 22 anos de idade, nascida Buschle, no convento de Beuron, sul da Alemanha, |
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| resolveu voltar definitivamente para o Brasil, com a esposa. cuja família opunha obstáculos, pois na época, naquele pequeno lugarejo de aprox. 600 pessôas, era voz corrente afirmar a existência nas ruas do Rio de Janeiro, de cobras, jacarés,e índios(o que aliás, era voga na Europa). |
O casal, jovem, em sua primeira residência no Rio de Janeiro: |
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No Rio de Janeiro
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Apesar dessa resistência, e de comum acordo com sua esposa SOPHIE, retornaram ao Rio de Janeiro, pelo Vapor (antigamente chamado de “paquete” alemão SIERRA VENTANA, pertencente ao Lloyd Norte Alemão (Norddeutscher Lloyd) procedentes do Porto de Bremem-Alemanha, desembarcando no porto do Rio de janeiro, em 10 de novembro de 1926, conforme Notação Fundo: DPMAF(RJ) número RV 269, ele, com a profissão declarada de mecânico,e com endereço de moradia constando como rua André Cavalcante,59-Centro. trazendo dessa vez consigo, maquinaria adquirida em segunda mão, e pagas com o dinheiro ganho nos anos de aprendizado na Alemanha.. Alugou depois uma casa na rua Aristides Lobo, onde as maquinas ficaram guardadas temporariamente, pois naquela ocasião para um estrangeiro que praticamente nada falava de português, era muito difícil conseguir constituir uma firma (segundo Sigmund, embora naquele tempo (1928) não fosse tão complicado como em 1987, ano da entrevista). Enquanto não se decidia a instalar-se por conta própria, empregou-se na Casa Lohner, onde o colocaram para consertos em aparelhos de diatermia, e de Raios-X, o que não era de seu agrado, pois isso postergava cada vez mais sua intenção de fabricar instrumental cirúrgico. Foi então que em 1928 iniciou por sua conta própria a fabricação e reparos de instrumentos cirúrgicos, nos fundos de uma nova casa para aonde se mudara, agora, na rua Silva Pinto 19, no bairro do Andaraí |
Primeira fábrica |
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Nesse ano, NINGUEM fabricava ainda no Brasil instrumentos cirúrgicos, apenas móveis. Foi portanto, o PIONEIRO na fabricação desses instrumentos. Iniciou fabricando afastadores , mascaras de anestesia geral de arame (não lembra mais o tipo, (mas sabe que não era o antigo Ombredane) e outros, que vendiam muito. Fazia também reparos de instrumental avariado, o que tornou logo conhecido o nome LANG no meio médico. Pouco a pouco aumentava sua freguesia, a ponto de em 1930 admitir empregados, chegando a ter um total de três. Nesse tempo, conheceu o Prof. Brandão Filho, com Serviço de Cirurgia Geral na Santa Casa de Misericórdia do RJ, então considerado uma notoriedade em cirurgia do aparelho digestivo, em especial estômago, que muito o ajudou e estimulou. Foi para ele que modificou a pinça de Abadie, de modo a permitir que a mesma se prendesse ou soltasse sem necessidade de desmontar a pinça, como era na fabricação original. Essa e outras inovações, aumentaram muito a freguesia, pois o Serviço desse professor era muito procurado pelos especialistas de todo o Brasil, para visitas, ou estágios de aprendizado. E também por especialistas do Exterior. Nessa ocasião também, entre outros, conheceu o Prof. Gabriel de Andrade, oculista com Serviço na policlínica do Rio de Janeiro. Tendo trazido da Alemanha talheres (facas, colheres,etc\) fabricados em aço inoxidável em bruto, novidade então no Brasil, resolveu por sua conta transformar esses talheres em delicadas pinças para cirurgia oftalmológica, como íris, córnea, tarefa essa que levou a termo após grande sacrifícios e dedicação, pois ainda não existiam no Brasil instrumental e maquinaria : frezas, limas,etc necessários para o acabamento delicado dessas pinças, (tais como pequenos dentes nas pinças.). Dessa fabricação com material inoxidável, lhe adveio grande clientela. Conseguiu logo após fabricar ventosas para extração de cataratas, bem como muitas outras novidades para aquela época. Foi por intermédio do Prof. Gabriel de Andrade que Sigmund Lang conheceu o Prof. Augusto Linhares, otorrinolaringologista conceituado, e depois o Prof. Álvaro da Silva Costa, que idealizou com Sigmund um amigdalótomo (pinça para extração de amigdalas) com lâmina esmagadora e corte praticamente isenta de sangramento. Na fabricação desse instrumento dedicou Sigmund bastante de seu temp, energia e carinho, pois tendo certa vez assistido a uma amigdalectomia , desmaiara, tão impressionado ficara com o sangramento que essa cirurgia então naquela tempo, acarretava. A importância dessa inovação foi muito contestada por alguns cirurgiões otorrinolaringologistas por se tratar talvez de um instrumental de invenção e fabricação genuinamente brasileiras, mais isso não o impediu que ainda mais ficasse conhecido no meio medico. Apesar de dispor de parcos recursos, Sigmund Lang ajudou muitos médicos recém-formados ou que se dirigiam para clinicar no interior do Brasil, sem recursos para comprar seu instrumental de trabalho. A maior parte desses médicos invariavelmente voltava tempos depois para efetuar o pagamento, e contar seus sucessos nos novos locais de trabalho. Muitas vezes, Sigmund nem mais lembrava a fisionomia e o valor desses débitos. Recorda entretanto do Dr. Mauro Pena a quem ajudou certa ocasião. Tendo esse médico conseguido determinado material emprestado para uma cirurgia particular, notou que para a realização da mesma faltava um descolador para amigdala. Sigmund fabricou na hora esse descolador, com acabamento primário, nem chegando a dar o acabamento com niquelagem( como se fazia antigamente), tal a pressa do Dr.Mauro, que o levou sem pagar. Alguns dias após, voltou o mesmo, efetuando o pagamento, muito alegre com o sucesso da sua primeira cirurgia particular. Passados vinte anos desse fato relatado, compareceu certo dia na fabrica Lang a enfermeira do dr. Mauro para apanhar um material deixado para conserto, tendo a mesma relatado que o Dr. Mauro tinha guardado consigo “um ferro antigo” que utilizava sempre em cirurgias delicadas, e que sempre lhe advertia que se perdesse esse ”ferro”, seria imediatamente demitida. Deve ser algum amuleto, dizia ela sem saber da história. Foi na realidade no decorrer da segunda gerra mundial, que a fabrica recebeu um notável impulso, graças a ajuda do então major Marque Porto, depois coronel, e finalmente marechal. O trabalho da firma quase que se destinava exclusivamente para os governos brasileiro e americano, em regime de trabalho continuado de 18 horas diárias, contrariando mesmo as leis em vigor, do ministério do trabalho, e até da polícia, que quis fechar a fabrica, de um cidadão alemão, cujo país estava em guerra com o Brasil, sem conseguir por intervenção e determinação do exército brasileiro. Nesse período de guerra, fabricaram-se caixas de atendimento médico, instrumental cirúrgico, aparelhos para fixação de fraturas, talas adaptadas para fraturas da guerra criadas ou aperfeiçoadas, que o governo solicitou fosse autorizado por Sigmund a serem fabricadas na América. Alem do material destinado ao uso médico, chegou-se a fabricar aproximadamente 400 hélices especiais para navios americanos e compassos para medição de mapas, um deles confeccionado em prata e presenteado ao almirante da esquadra americana aqui sediada.. Apesar do prolongado tempo de serviço exigido na fábrica, os operários mostravam-se contentes, pois estavam cumprindo ajuda de guerra, recebiam bem mais do habitual, dormiam e comiam na própria fábrica sem voltar para suas casas, chegando a falarem com Sigmund que estavam engordando . Também as dificuldades de importação da época de guerra, fizeram com que a firma Dr.Scholl encomendasse pinças para pedicure. Terminada a guerra, tão satisfeitos com a qualidade do material fabricado, recusaram importar o material da América, continuando a encomendá-las nessa firma nacional.. Na fase de esforço de guerra, Sigmund recebeu ajuda da firmas interessadas em auxiliar no crescimento dessa indústria pioneira, sob a forma de autorização de poder fabricar pinças lá patenteadas, sem pagamento de royalties. Terminada a guerra, Sigmund Lang, já estava consagrado como fabricante de instrumental cirúrgico, idealizando novidades, modificando instrumentos, e isso, graças ao conhecimento que cada vez mais ia adquirindo com a vivência junto aos médicos seus fregueses, o que não ocorria na Europa ou América, onde o médico não conhecia o fabricante ou não podia opinar sobre o que lhe era oferecido para compra. Com o passar dos anos, vários lumiares da cirurgia brasileira procuraram ou se relacionaram com a firma Lang, entre eles, podemos lembrar os Profs. Pitanga Santos, Motta maia, Fernando e Augusto Paulino, Paulo Niemeyer, e mais recentemente o Prof. Jessé Teixeira pra quem para quem fabricou um afastador e aproximador, não patenteado e que aparece sem modificação nos catálogos de fabricantes estrangeiros, sem identificar o idealizador. Também o Prof. Ermiro Lima, de quem se tornou grande amigo, contribuiu para dar maior expressão a firma, por fazê-la mais conhecida, ao recomendá-la a seus colegas, assistentes, e alunos. Por sua vez, o Prof.Ivo Pitangy , e o Dr. Georges da Silva, em suas constantes viagens ao Exterior traziam modelos de pinças as mais avançadas na época, e encomendavam a Sigmund a sua confecção, e freqüentemente dispensavam a importada, ficando com a nacional, que afirmavam serem melhores. Assim, orientando , também muito auxiliaram a firma, ao desenvolverem com Sigmund, que fabricava com muito esmero, instrumentos para cirurgia plástica. Outro grande incentivador da firma foi o Prof. Josias de Freitas,para quem idealizou e adaptou variado instrumental ,e que concedeu a honra de dedicar a Sigmund Lang, elogios em seu livro de cirurgia publicado. Todas as tentativas de expansão da fábrica, esbarraram em muitos obstáculos, desde a falta de capital de giro, mas principalmente pela falta de mão de obra especializada, em especial na ocupação de ferreiros, limadores, fato que até recentemente se fez presente. A amizade que os médicos lhe dedicavam era tão grande que, certo dia, tendo acordado cansado mais que o habitual, resolveu ficar um pouco de tempo deitado. Como até as oito horas não houvesse descido para o trabalho (habitualmente começava o trabalho as 6,30hs), acordou subitamente, vendo-se rodeado no leito por sete médicos junto a seus familiares, preocupados com seu estado geral. Levantou-se então, explicando que nada sentia, tomou café com alguns deles, e desceu para o trabalho. Apesar de seus 83 anos, continuou a trabalhar, pois no seu entender, “cansava muito ficar parado sem trabalhar”. Levantava-se diariamente as 6 horas, começando posteriormente a trabalhar as 7,300, e encerrando as suas atividades as 17,30. Atendeu a todos sempre com uma costumeira amizade e dedicação, realizando consertos em instrumentos, muitas vezes sem rentabilidade para a firma, apenas pelo prazer de atender ao pedido de um amigo. Muito o auxiliaram em seus trabalhos , seus Filhos: |
| -Sigismundo
Lang Filho, na fábrica, e -Josephina Juliana Lang, na loja. Seu terceiro filho, -Achilles Lang, formou-se médico em 1957 , e exerce a especialidade ortopedia e traumatologia |
Os três
filhos, quando crianças |
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SIGMUND LANG faleceu em 25 de setembro de 1988 na cidade do Rio de Janeiro. Seu corpo foi enterrado no cemitério Jardim da Saudade, na Sulacap, em sepultura da família. -Que
Deus o guarde para a vida eterna! Sua esposa Sophie Salomea Lang, continúa
viva, tendo completado em 6 de junho de 2004, a idade de 100 anos. |